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O dia em que Bob Sand morreu
30 de abril de 2008(fragmentos da série “Raio de coisas tristes“) Mergulhado em calda espessa, o ar, as folhas, as árvores tremem e explodem minha cabeça. As pernas não respondem ao influxo do sangue. A noite é clara, repara como dá pra ver os gravetos no chão. Em vão tento lembrar e soltar palavras mastigadas. Melhor não dizer […]
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Namoro
30 de abril de 2008Mandei-lhe uma carta em papel perfumado e com letra bonita eu disse ela tinha um sorrir luminoso tão quente e gaiato como o sol de Novembro brincando de artista nas [acácias floridas espalhando diamantes na fímbria do mar e dando calor ao sumo das mangas. Sua pele macia – era sumaúma… Sua pele macia, da […]
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Augusta lembrança
30 de abril de 2008O esquecimento é a maior defeito da alma humana. Lembrar e ser lembrado é o destino do homem. A única certeza entre as ilusões da vida é a do que restou da efêmera jornada. Mais que um punhado de ossos, ou uma lápide. Nem é preciso fazer um filho, plantar uma árvore ou escrever […]
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