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Fragmento de um papo de comadres na periferia de São Paulo
3 de março de 2004– Vamo morrer hoje? – Hoje?! – É. – Eu e você? – É: eu e você mais os minino. – Ah, hoje não. Deixe pra morrer amanhã. – Olha que Noélia já foi. – Foi de quê? – Bala perdida. – Gosto não. Coisa […]
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Ascensão e morte de uma velha senhora
26 de fevereiro de 2004Estava sempre ali. Imóvel. Sentada perto do fogão. Passaram-se os carnavais, baixavam os canaviais e ela estava sempre ali, sentada, se apequenando. Um dia lhe deram de presente um radio de válvulas que só funcionava duas vezes por dia – por causo – da interrupção no fornecimento de energia. A "voz do rádio" […]
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De coisas e pessoas
26 de fevereiro de 2004Luzes numerosas evidenciavam a cidade. Ruas, alamedas, prédios, casas de família e de prostituição iam se revelando a cada lâmpada acesa pela tarde que morria. Lá pelas oito, vista do alto da serra, o lugar era um bloco de diamante e pequenas listras negras. Chegou cauteloso. Um tempo enorme o separava do instante […]
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