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O palácio
25 de dezembro de 2002Um santo austero violenta tua sala morta e nem sabes que a prata queima seu brilho entre verdes umidades. Guardas junto às tuas paredes as memórias e tudo cheira a omissão e violamento. Brutalizam teu quintal os muros e as flores perdem todo alvitre e fulgor. Sobre fortunas e terror foste escrito e sobre braços […]
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O casarão
24 de dezembro de 2002Do casarão desmontam suas pedras. Ao golpe da marreta, no claro olho do meio-dia, a porta abre sua semente para o céu e perpetram os homens o seu futuro. O casarão remonta à sua época: Sob fios que conduziram bondes ele teceu mil trajetos e o retrato de toda uma memória e tempo. Hoje, o […]
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O barraco
23 de dezembro de 2002Há uma fome na vida da gente que penetra e é tudo. Há muita coisa na vida da gente pra fazer chorar… Há muita coisa… Há um quê nos ares da gente que entristece, que anoitece e que, quando amanhece, já não tá mais lá. Há esses porquês e esse povo que existe e não […]
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