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O lenhador
13 de janeiro de 2009Um lenhadô derribava as árve, sem percisão, e sempe a vó li dizia: meu fio: tem dó das árve, que as árve tem coração. O lenhadô, num muchocho, e rindo, cumo um sarvage, dizia que os seus conseio não passava de bobage. Às vez, meu branco, o marvado, acordano munto cedo, pegava nu seu machado, […]
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Um retrato
10 de janeiro de 2009Eu mal o conheci quando era vivo. Mas o que sabe um homem de outro homem? Houve sempre entre nós certa distância, um pouco maior que a desta mesa onde escrevo até esse retrato na parede de onde ele me olha o tempo todo. Para quê? Não são muitas as lembranças que dele guardo: a […]
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Há palavras que nos beijam
10 de janeiro de 2009Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor. (O […]
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