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Réquiem
Dorberto Carvalho26 de maio de 2005O tempo das palavras não correspondia ao tempo das falas. Ficavam todos sentados em torno da fogueira que já não existia e as coisas não precisavam ser explicadas, por causo do alto grau de cumplicidade e ausência de compadrio.
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Besouro
Adalberto Monteiro23 de maio de 2005O buquê Da flor Atrai o besouro Que a saqueia, Que a deflora, Com a virilidade de um touro E a leveza de um pássaro.
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Galos-índios
Adalberto Monteiro16 de maio de 2005Meus poemas, minha melhor parte, Minha arte de cultivar a vida. Meu modo de esquivar-me da morte. Meus poemas, propriedade De todo o povo, Filhos das alegrias e das desgraças De toda sorte. Meus poemas, meninos libertinos: Dos quintais roubam tangerinas E a nudez e os beijos das meninas. Meus poemas, galos-índios: São elegantes, brilhantes, […]
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