-
Hora extraordinária
Elder Vieira19 de novembro de 2004Gabinete, vinte e duas horas. Ruas desertas, um carro lá embaixo nos espera. Uma abelha, listras escuras sobre um fundo ocre, zune impaciente sobre a mesa. – Ô, minha senhora, que fazes a trabalhar a essa hora? – Ora, essa é boa! Pois não há uma colméia a alimentar?
Acesse -
Distrito Federal
Elder Vieira17 de novembro de 2004Pouco render, e muito sofrer: essa é a consigna de dona Fulana, vendedora de doces na Esplanada. Manhãzinha, tabuleiro na cabeça, chega, arma sua pequena barraca, aguarda freguês. Vem lá de Riacho Fundo, de ônibus, mercadejar suas coisinhas no Plano Piloto. Retira-se com a noite chegando. O tanto de féria do dia dá pra […]
Acesse -
Feriado em Brasília
15 de novembro de 2004Ponto de contato entre o amanhã e o sempre, a cidade desenrola-se deserta. Recebe a distância de todos — fugitivos da rotina, arribados em demanda de campos ou outras estâncias plausíveis. Ficamos nós, estrangeiros, exilados no Planalto Central, sem poderes ou possibilidades de luta. O que resta: ler um livro, procurar notícias, revolver a […]
Acesse