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O universitário
30 de janeiro de 2003Vislumbrar no céu um caminho pra mim mesmo é o que não pude. Toda essa tarde me traz a agonia triste de estar num banco universitário a ponderar o imponderável: a vida, que, lá fora, bate urgente e necessária.
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Espera
29 de janeiro de 2003No corredor, esperava, aflita. Macas iam e vinham. Médicos e enfermeiros, atendentes e policiais, vigias e acompanhantes, todos circulavam entre pacientes acidentados, gripados, febris. Macas encostadas nas paredes brancas. E um cheiro permanente de medicamentos e esparadrapos. Da sala onde estava seu menino, nenhuma notícia. Nenhuma notícia também do pai, que não sabia […]
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Fantasma
28 de janeiro de 2003Tomou o ônibus no Jardim Damasceno. Não deu uma hora, desceu. Dirigiu-se até a quitanda logo em frente ao ponto, comprou umas mixiricas e saiu descascando uma. Com um gomo na boca, parou em frente a uma banca de jornal e perguntou pelo endereço que trazia escrito num papel. Já na segunda mixirica, […]
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