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Naquela curva do caminho
4 de junho de 2004Amarildo, 65 anos, sentado na sacada de seu pequeno apartamento, queixo apoiado sobre as mãos no castão da bengala. Defronte seu prédio, a manhã despeja nas calçadas bandos de universitários. No edifício ao lado, canteiros e crianças. Na esquina, uma árvore canta, pejada de passarinhos. – Que tromba é essa, Marildo? – pergunta […]
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Fesceninas
3 de junho de 2004I – De profundis Penetrar-te a carne ausente; lamber-te a ponta do seio – tenso, cálido, exposto –, enquanto a mão, peregrina, passeia campos vastos e fontes há muito conhecidas – o que pode mais pedir meu desejo? Romper-te o oculto e habitar-te para sempre na dor e no sorriso, a um tempo pudico e […]
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Alvorada Urbana
3 de junho de 2004Bom dia! (…) Nunca responde mesmo. Saio atropelando a escuridão e… pisei na bosta (bosta de gente, talvez dissesse Itamar Assunção). Ehhhh, mas é sorte! Nunca ouviu não? Olha lá. Lá vem o entregador de pão com a bicicleta no maior velô, mirou num que saiu de banda e vem com tudo pra cima de […]
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