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Ascensão e morte de uma velha senhora
26 de fevereiro de 2004Estava sempre ali. Imóvel. Sentada perto do fogão. Passaram-se os carnavais, baixavam os canaviais e ela estava sempre ali, sentada, se apequenando. Um dia lhe deram de presente um radio de válvulas que só funcionava duas vezes por dia – por causo – da interrupção no fornecimento de energia. A "voz do rádio" […]
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Uma avenida de jambos
23 de fevereiro de 2004Uma coluna de pés de jambo: Cones verdes, projéteis apontados ao azul. A primavera e o outono, a um só tempo, sob as chuvas. No chão, as flores dissolvem-se como se fossem papel machê. Um batom borra de rosa-choque os lábios pretos da rua. Agora, as pétalas já são frutas de carne perfumada. As Delícias do […]
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Quem é o sujeito?
19 de fevereiro de 2004Forcem a marcha, cerrem as fileiras, aumentem o contingente, que o delírio precisa subir a ladeira. A vida não pode continuar assim sob o comando da miséria e seu cortejo de mutilados. Vamos, andem, que o céu reclama assalto! Sei, sabemos, aprendemos: nada há que favoreça a primavera, a aurora ou seja lá qual […]
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