Militantes, dirigentes e a população camponesa que vivia na região do baixo Araguaia protagonizaram uma história de resistência e luta pela liberdade e pela democracia. A Guerrilha tem sido alvo de estudos acadêmicos, reportagens, filmes que buscam trazer à tona os acontecimentos políticos e a história daqueles personagens que foram brutalmente cassados, torturados e mortos pelas forças da ditadura militar.

A Fundação Maurício Grabois tem buscado contribuir para o resgate dessa história, com a publicação de livros e a produção de dois filmes longa-metragens, o documentário Camponeses do Araguaia, a guerrilha vista por dentro, de 2010, e o longa sobre a história de um dos seus principais personagens Osvaldão, de 2014.

Dentre os historiadores que pesquisaram sobre a guerrilha, destacamos Romualdo Pessoa Campos Filhos, autor do livro Guerrilha do Araguaia, a esquerda em armas. Em artigo, publicado no ano de 2017, Romualdo destaca a importância de se ter rompido o silêncio em torno da Guerrilha.

Dentre os dirigentes do PCdoB destacados para comandar a Guerrilha estava Maurício Grabois, morto em dezembro de 1973.

Em 2015, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação penal na Justiça contra dois militares da reserva do Exército por crimes ocorridos durante a Guerrilha. Lício Augusto Ribeiro Maciel – conhecido na época da ditadura como major Asdrúbal – foi acusado pelos homicídios dos militantes André Grabois, João Gualberto Calatrone e Antônio Alfredo de Lima e pela ocultação dos cadáveres das vítimas. Sebastião Curió Rodrigues de Moura – conhecido na época como doutor Luchini – foi denunciado pela ocultação dos cadáveres.

Para o presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo, “A resistência armada do Araguaia conduzida pelo PCdoB foi realizada num período dos mais duros da ditadura, sem nenhuma liberdade política para o povo e constante repressão sanguinária”.

Na passagem dos 50 anos da Guerrilha, o Portal do PCdoB reproduz vídeo que conta um pouco dessa história.