Esta coluna é em homenagem a Renato Rabelo (1942–2026) que completaria 84 anos no último domingo (22). O ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e presidente de honra da Fundação Maurício Grabois faleceu no último dia 15 de fevereiro, em São Paulo (SP). Renato Rabelo presidiu o PCdoB entre 2001 e 2015 e foi o herdeiro direto de João Amazonas, no sentido mais generoso da palavra: foi o homem escolhido por João para substituí-lo, desenvolvendo muito do que se pensava sobre o partido a partir da década de 1990.
Renato elaborou e praticou esse legado para sobreviver à difícil fase estratégica iniciada com o fim da União Soviética. Abordo a trajetória do Renato como dirigente partidário, como a pessoa que conheci e como o homem que considero fundamental em minha própria trajetória. Não é uma tarefa fácil, embora ele estivesse passando por um momento difícil ao final de sua vida, nunca estamos preparados para o desaparecimento de uma pessoa tão importante.
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Renato viveu a segunda metade do século XX de forma intensa, testemunhando a ascensão do socialismo e a posterior derrocada das primeiras experiências socialistas. Como militante estudantil e dirigente amadurecido, coube a ele a tarefa de elaborar e executar a estratégia para que o Partido Comunista do Brasil mantivesse e ampliasse sua influência, apesar da crise estratégica global. Seus acertos na política não foram obra do acaso, mas fruto de sua tranquilidade, serenidade e de decisões baseadas na história.
Ele participou ativamente da luta contra o revisionismo e acumulou um conhecimento teórico e prático fundamental para assumir o PCdoB em um momento difícil. Renato veio da Ação Popular (AP), incorporada ao partido nos anos 1970 e capitaneou a Guerrilha do Araguaia, na qual fomos derrotados. Desse processo, tiramos uma lição da busca de unidade como algo fundamental na luta política e o Renato tornou-se a expressão direta dessa herança frentista do PCdoB, da construção de frente ampla das forças progressistas e patrióticas para enfrentar os dilemas brasileiros: a luta pela democracia, o enfrentamento ao fascismo e a busca do desenvolvimento nacional. Renato Rabelo aprofunda esse conceito durante sua trajetória política, principalmente como presidente do PCdoB.
O partido sai destruído da Guerrilha do Araguaia, depois vem a Chacina da Lapa em 1976, em que boa parte do Comitê Central é eliminado pela ditadura. O alvo era João Amazonas, que estava com o Renato fora do Brasil, na Albânia. O aprendizado a partir desses processos é de que o comunista isolado é um comunista morto, uma lição prática que a história entregou para o PCdoB. Daí o PCdoB ter sido praticamente incorporado ao PMDB. Apesar de mantermos a nossa independência orgânica, até o PCdoB ser legalizado em 1985, os nossos parlamentares e nossa militância operavam dentro da estrutura do PMDB.
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Renato destacou-se em sua geração por sua capacidade de elaboração e por ser uma figura low profile. Em uma época de excesso de performance em redes sociais, ele era o oposto: um homem discreto, de poucas palavras, mas muita ação e escrita. Ele tinha uma profunda cultura marxista, forjada no entendimento do marxismo enquanto ciência do poder político. Ele tinha essa particularidade típica dos seres humanos calmos, tranquilos, inteligentes e minuciosos. Foi o braço direito de João Amazonas na construção da Frente Brasil Popular e na candidatura de Lula em 1989. Renato e o PCdoB foram fundamentais para que o campo progressista e o PT em particular, percebesse a necessidade histórica de formar grandes maiorias heterogêneas no Brasil. Renato foi o grande pensador e operador dessa unidade, não somente das esquerdas, mas do campo democrático popular, por isso celebrou efusivamente a vinda de José Alencar para a chapa de Lula em 2002, compreendendo a importância de atrair o centro para o nosso campo.

João Amazonas, Lula e Renato Rabelo selam aliança entre PCdoB e PT para a composição da Frente Brasil Popular. Foto: Acervo / CDM
Outra atuação importante de Renato a ser destacada é seu papel na estruturação interna do PCdoB, baseada no centralismo democrático. Por conta das pressões externas, por meio de ditaduras e repressão, a estrutura interna dos partidos comunistas tende a ser cada vez mais centralizadas e menos democráticas. São desafios impostos por conjunturas históricas que acabam afetando a própria saúde organizativas dos partidos políticos de orientação marxista leninista e o PCdoB não é exeção. Diante desse quadro, Renato mudou a chave do PCdoB, com um trabalho sempre voltado para o senso coletivo. Trabalhei com ele durante dez anos e afirmo que o Renato não tomava decisões sozinho, ouvia o máximo de pessoas antes de tomar suas decisões.
Ele inaugurou comissões auxiliares para as secretarias, elevando a capacidade de conversa entre as secretarias. A presidência do partido também passou a ter sua comissão auxiliar, elevando seu papel a uma grande instância de elaboração teórica dentro do secretariado nacional do PCdoB. A humildade do Renato em ouvir opiniões discordantes era admirável. Além disso, ele cuidava dos quadros com atenção, sem arrogância, e possuía um talento raro para identificar novos valores, levando a juventude muito a sério. Nunca vi o Renato ter uma postura de arrogância com um militante de 16 anos, idade com a qual o conheci.
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Essa natureza o tornava especial, era um homem que escutava, mais do que falava. Um homem que se preocupava com as pessoas ao redor dele, que cuidava dos jovens quadros. Na política, que o jovem é muito pouco levado a sério, mas a juventude partidária tem um papel na organização dos partidos e no PCdo B isso é muito especial. Renato levava muito a sério o papel dos jovens, até pela origem da sua militância no meio estudantil, como presidente da União dos Estudantes da Bahia e vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Renato sabia que naquela massa de jovens estaria a qualidade daqueles que iriam dirigir o PCB do futuro.

Renato Rabelo, presidente de honra da Fundação Maurício Grabois. Foto: Acervo / PCdoB
Sob sua condução, o partido reafirmou sua identidade marxista-leninista, no gigantesco processo iniciado no 8º Congresso, em 1992 e levado adiante até o lançamento de seu Programa Socialista em 1995. Boa parte dos partidos comunistas do mundo havia abandonado o próprio nome ou aberto mão da consigna de serem marxistas-leninistas. Contudo, nos estatutos de 1992, o PCdoB reafirmou essa identidade. Concluimos que o tempo não parou e que o socialismo é uma necessidade histórica, o que levou o partido a realizar uma autocrítica necessária. Abrimos mão da relação do socialismo com o modelo soviético, defendendo que o socialismoteria que ter a cara do Brasil, cada país deveria trilhar seu próprio caminho.
Este é o desafio que carregamos até hoje em nossa trajetória histórica: como casar o marxismo com a realidade brasileira. Falar sobre isso pode parecer simples, mas é extremamente difícil, pois é nesse ponto que reside a capacidade de acertar ou errar na política. Na política, acerto quando possuo uma tática e uma estratégia justas, que respondam às perguntas colocadas em cada momento histórico. Não existem acertos ou estratégias táticas corretas sem uma profunda leitura do processo histórico de formação do país onde atuamos, que é o Brasil.
O marxismo só desenvolve consciência enquanto mantém contato com a realidade concreta, seja exercendo o poder político ou lutando por ele. Sem uma leitura materialista, histórica e dialética da formação do país, não temos condições de criar uma estratégia justa para o momento histórico. A estratégia é fruto dessa concepção materialista da história. O fato de o PCdoB estar vivo, apesar dos inúmeros ataques e da conjuntura difícil, demonstra que, no fundamental, mais acertamos do que erramos nos últimos 40 anos. Esse peso recaiu sobre os ombros de Renato Rabelo que, mesmo no final da vida de João Amazonas, já atuava como o executivo do partido.
A tarefa de levar adiante a construção de uma força política marxista-leninista que seja genuinamente brasileira não é simples, dado o princípio internacionalista da nossa corrente. Renato Rabelo operou essa mudança de chave com maestria. Sob sua condução, a Fundação Maurício Grabois (FMG) e a Secretaria Nacional de Formação e Propaganda alcançaram um novo patamar. Foi fundada a Escola Nacional João Amazonas e reformulada a revista Princípios, que passou a reverberar as elaborações dos nossos quadros e a acolher intelectuais para refletir sobre o marxismo à luz da nossa realidade.

Renato Rabelo é eleito presidente do PCdoB no 10º Congresso Foto: Acervo / CDM
Renato sempre orientava a observar a história do Brasil para cada decisão política ou elaboração teórica. Ele conduziu o partido no “umbral” entre o fim da União Soviética e a eleição de Lula em 2002, quando novos horizontes se abriram para o país. Iniciamos ali um processo contínuo de elaboração de um socialismo com a cara do Brasil, que culminou na atualização do nosso programa socialista no Congresso de 2009. Esse programa representou um salto de qualidade em relação ao de 1995, tornando-nos o único partido brasileiro com um projeto nacional tão claro e objetivo, embora ele já esteja sendo revisto diante dos acontecimentos recentes.
Renato liderou o partido nesse momento delicado e rico, especialmente durante os dois primeiros governos Lula. Eram forças progressistas ocupando o governo pela primeira vez, embora não fossem governos puramente de esquerda. Acredito que o papel fundamental de Renato foi impedir que caíssemos nas armadilhas do esquerdismo ou do direitismo. Um partido comunista caminha sempre no fio da navalha; Renato soube nos conduzir pelo justo caminho, permitindo que o PCdoB fosse, simultaneamente, um aliado de primeira hora dos governos Lula e Dilma e um crítico constante de suas políticas monetárias e fiscais.
Ele foi o primeiro dirigente de esquerda a apontar o papel nefasto da Operação Lava Jato e a denunciar o golpe em curso contra Dilma Rousseff, quando muitos ainda duvidavam. Sua capacidade de leitura da dinâmica nacional era incomparável. No plano internacional, aprofundou relações com partidos na China, Coreia Popular, Vietnã, Laos e Cuba, interessado em suas experiências de poder. Tivemos centenas de horas de conversa sobre essas experiências socialistas alheias.

Renato Rabelo e Dilma Rousseff
Convívio pessoal
No plano pessoal, essa foi uma fase difícil da minha vida. Confesso que Renato foi a pessoa mais importante para mim; ouso dizer que ele foi o homem da minha vida. Deixo um abraço e um beijo à Conchita, sua companheira de décadas e uma mulher exemplar, e também à sua filha, Nina Rabelo, com quem cursei Geografia na USP. São duas mulheres gigantescas que Renato teve ao seu lado.
Ele me conheceu quando eu tinha apenas 16 anos, já militando no PCdoB. Eu o acompanhava e conversava com ele; e, apesar da minha extrema juventude, ele sempre me levou a sério. A partir de 2001, quando ele assumiu a presidência, nossa colaboração tornou-se muito mais intensa. Renato percebeu que eu estava muito ligado à experiência chinesa e que, devido à minha relação com Ignácio Rangel desde a década de 90, eu possuía acúmulo para opinar sobre questões brasileiras.
Passei, então, a colaborar mais estreitamente com ele, ao lado de nomes como Ronald Freitas, Altamiro Borges e Sérgio Barroso. Tornei-me secretário de redação da revista Princípios, em um trabalho absolutamente coletivo. Nessa função, trabalhei com Adalberto Monteiro, outra figura a quem devo muito a orientação e suporte que recebi. Devo registrar a importância também de Pedro Oliveira, responsável por me levar a trabalhar com Renato.
Minha convivência com Renato entre 2004 e 2015 foi muito intensa, pois ele era uma figura que exigia respostas rápidas e opiniões constantes. A humildade dele em perguntar me forçava a estudar e a buscar compreender as coisas com profundidade. Ele era muito consequente: se me pedia para estudar um assunto, esperava que eu emitisse uma opinião fundamentada. Por mais absurda que fosse a minha posição, Renato nunca me desqualificou ou me diminuiu; pelo contrário, ele entendia que deveria me deixar pensar por conta própria e me dar espaço. Reconheço que sou uma figura mentalmente rebelde, o que me leva a ter discordâncias frequentes com a maioria das pessoas ao meu redor e com a própria direção do partido. Eu expressava essas divergências com clareza e nunca tive problemas com ele por isso, apesar das queixas que chegavam ao seu conhecimento sobre a minha conduta. Lembro-me de uma ocasião em que foram se queixar de minhas opiniões a ele, que respondeu: “Eu conheço o Elias, trabalho com ele e tenho uma regra: deixo-o pensar e dou total liberdade de pensamento”. Renato nunca tolheu minha capacidade crítica, e é por isso que afirmo que milito no partido mais democrático que existe. Sou uma pessoa de opiniões fortes, que cria as próprias convicções sem ser influenciada, e Renato compreendia que minha utilidade para o partido e para a revolução brasileira residia justamente em ser um livre-pensador.
Quando ele me chamava para conversar, era para me dar instruções ou pedir minha colaboração. Nós discutíamos por horas; ele ouvia minha opinião, apresentava a dele e construíamos uma síntese. Renato sabia chamar a atenção, mas nunca o vi gritar com ninguém. Nas vezes em que ele tinha conversas mais duras comigo, saía de sua sala sentindo-me péssimo. De forma muito elegante, sem nunca elevar o tom de voz, ele me mostrava por meio de exemplos históricos e de sua própria vida, o quanto meu comportamento estava equivocado.
Embora eu compreenda o centralismo democrático como a melhor forma de organização de um partido comunista, Renato sabia que, no meu entendimento, a democracia funcionava melhor que o centralismo. Ele me deixava pensar livremente, mesmo quando eu apresentava objeções às opiniões dele ou do partido. Eu era, por exemplo, muito crítico às visões românticas sobre a reforma agrária e sempre expus isso a ele de forma clara. Renato ouvia, perguntava minhas fontes e debatia comigo, o que me impulsionava a estudar cada vez mais. Ele possuía uma sabedoria que ia além dos livros, um estofo pessoal especial e o que chamo de “malandragem” para ler a psique do outro e extrair o que tinha de melhor.
Em 2004, quando precisei ir à China para a pesquisa de campo do meu mestrado, enfrentei dificuldades financeiras e precisei organizar rifas e “vaquinhas”. Renato deu praticamente uma ordem ao secretariado para que me ajudassem a viabilizar essa viagem. Anos depois, em 2019, quando planejei voltar à China para escrever um livro com Alberto Gabrielli, ele não hesitou em apoiar o projeto. Ele garantiu que, se o auxílio não fosse aprovado pela Fundação, ele pagaria do próprio bolso. Durante minha permanência na Itália, eu ligava para ele quase todos os dias para conversarmos e vibrava com cada descoberta que eu lhe apresentava. Ele acompanhava o que ocorria na Itália com uma alegria genuína, de coração aberto, como se celebrasse a vitória de um filho, que no fundo representava também a vitória dele e do PCdoB. Retornei ao Brasil em 2019, após a viagem à Itália, trazendo meu filho comigo. Assim que ele nasceu, o Renato emocionou-se visivelmente. São tantos momentos compartilhados que nossa trajetória juntos daria um romance sobre a relação entre pai e filho, ou mestre e aprendiz; para mim, ele encarnava as figuras de pai e herói.

Elias Jabbour (esquerda) e Renato Rabelo em viagem à China. Foto: CDM / Fundação Maurício Grabois
Enfrentei muitas dificuldades na infância e na adolescência, as quais não revelarei por fazerem parte da minha intimidade. Além do Renato, há outra pessoa muito especial em minha trajetória: Jandira Feghali. Mudei-me para o Rio de Janeiro em 2014 e, por uma afinidade natural, tornei-me seu amigo, pois admiro profundamente seus atributos. Passei por sérias dificuldades de ordem psiquiátrica e enfrentei diversos “fundos de poço”, alguns dos quais Renato acompanhou. Fui muito julgado por isso e, até hoje, embora eu esteja bem, essas questões ainda são usadas politicamente contra mim. Contudo, Renato Rabelo nunca me deu lições de moral nem utilizou isso de forma negativa.
Sempre pautei minha vida no marxismo, lendo sobre o conceito de “homem novo” sob o socialismo e a elaboração de Fidel Castro sobre o homem integral: um ser humano de cultura elevada, sem mesquinharias, sem pensamentos pequenos e acima das mediocridades. Renato era esse homem integral. Ele conhecia a natureza exata das minhas dificuldades e sabia que elas poderiam, inclusive, ter me levado ao óbito. Enquanto muitos me observavam e me julgavam moralmente, Renato nunca me condenou.
Em 2018, quando atingi um grave fundo de poço por diversos motivos, ele ligou para Jandira Feghali e pediu que ela me resgatasse, dizendo que, se ela não o fizesse, ele mesmo viria resolver a situação. Algum tempo depois, ele me ligou apenas para saber se eu estava bem. Perguntei-lhe então por que ele, um homem de mais de 70 anos que teria tudo para ser conservador, nunca havia me julgado moralmente. Ele me respondeu que pessoas como eu carregam o mundo nas costas e que, por muitas vezes não aguentarem esse peso, acabam “espanando”. Logo depois, ele mudou de assunto. Naquele dia, tive a certeza de que estava diante do ser humano mais especial da minha vida, alguém muito acima da mediocridade global. Ele nunca tentou mudar meu comportamento ou interferir na minha vida privada; apenas dava seus recados de forma elegante.
Homenagem
Eu conheci o Renato vibrante, o Renato que elaborava, o gigante marxista; um homem respeitado tanto pela direita quanto pela esquerda, um ser humano integral. Por isso, os últimos anos e, especialmente, as últimas semanas foram muito difíceis para mim. O último encontro que tive com ele foi em um evento em São Paulo, onde pude lhe dar um abraço.
Naquela ocasião, e posteriormente por telefone, eu lhe disse que o amava. Afirmei que ele foi o homem mais importante da minha vida e um exemplo de comunista em que toda uma geração deveria se espelhar. Emocionei-me profundamente quando ele respondeu que também me amava; foi um momento impactante para mim. Renato Rabelo foi um homem político e intelectual que guiou o PCdoB nos momentos mais difíceis. Ele entregou um partido vivo, que encara seus desafios com orgulho, tarefa que Luciana Santos assumiu logo em seguida, enfrentando questões como a cláusula de barreira e a formação da federação. Homenageio Luciana e, na mesma medida, todo o núcleo de direção formado por Renato, que inclui nomes como Walter Sorrentino, Aldo Arantes, Adalberto Monteiro, Vital Nolasco, Ronald Freitas, Pedro Oliveira, José Reinaldo de Carvalho, Renildo Calheiros, Sérgio Miranda e Luciano Siqueira. Eu não seria a pessoa que sou hoje, nem estaria aqui, se não fosse por Renato Rabelo. Ao falar dele, falo evidentemente do PCdoB, mas quero personificar nele a minha própria condição: o Elias Jabbour que vocês conhecem, com todos os meus limites e virtudes, existe graças a José Renato Rabelo.
Assista a íntegra do programa Meia Noite em Pequim com Elias Jabbour
Elias Jabbour é professor associado da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, foi consultor-sênior do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos BRICS) e é presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos. É autor, pela Boitempo, com Alberto Gabriele de “China: o socialismo do século XXI”. Vencedor do Special Book Award of China 2022.
*Análise publicada originalmente no programa Meia Noite em Pequim (TV Grabois) em 25/02/2026. O texto é uma adaptação feita pela Redação com suporte de IA, a partir do conteúdo do vídeo.
**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial da FMG.