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Aparição da Rosa
8 de maio de 2007I Não sei se ainda dormia e se sonhava… Mas era uma visão, uma doçura Que vinha de nascer da noite escura E de ouro de carmim se revelava. Não sei… Mas era um canto, uma voz pura Que ao crescer toda em cores se banhava E, às vezes, ascendia ou resvalava Num vermelho de […]
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Carvão
8 de maio de 2007A gengiva de ouro devora a vasta planície: ardem copas, flores, palmas, pássaros incandescentes. O fogo anoitece a terra e a secreta vontade do fruto. Coivaras industriais reorganizam o cerrado para submetê-lo à tirania produtiva dos homens. Mues olhos cansados miram a tarde que morre e registram ruínas de árvores que exigem […]
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Quase-homens
8 de maio de 2007Pareciam três homens numa mesa de bar. Eram, no entanto, crianças. Sim, porque não entendiam nada da vida, deslumbravam-se com pequenas descobertas e despencavam às primeiras desilusões. E ontem era dia de ir ao chão, rastejar rente ao roda-pé, sem forças para erguer-se, tampouco para pronunciar uma palavra sequer. Olhavam para copos vazios, […]
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