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O morto
19 de dezembro de 2002"Pensavam que estivesse morto. Alguns esperavam, outros desejavam. Ele, não respirava, nem se movia. E assim ninguém percebeu quando certo dia, sempre um dia, mas que não era um dia qualquer, levantou-se e ameaçou puxar uma aba do céu". Assim iniciava um conto que comecei a escrever em meados dos anos 90. Não […]
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O trigo
18 de dezembro de 2002No confronto com o dia, trabalha-se o trigo. Na ânsia de negar-se trigo para afirmar-se pão (ou bolo ou ainda outra carne que não trigo) queima-se em seu próprio findar ante as coisas do cio. Finda nessa obsessão de consumir-se no claro olho de sua semente e nega-se a aceitar sua própria existência e fim: […]
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O milho
17 de dezembro de 2002Nega-se e nem é pó. O milho, em seu grão, nega a si próprio e cai na fértil tarde do fero céu para brotar noutro que não ele a fim de negar-se milho novamente até ser milharal, mar de verde corrente de verde que rebenta, depois de germinar, num solo que o nega fértil para […]
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