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Manhãs brasileiras
Elder Vieira13 de maio de 2002A escuridão nos apavora e o medo, severo, no resigna. despertamos de olhos fechados para o tempo, protestando contra a luz, ingerimos nossos pães e nossos sonhos sem ao menos considerá-los e nos transladamos para o mundo, pela porta. Mas a manhã insiste: cospe em nossas caras o frio e a fumaça e no ônibus […]
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DOIS POEMAS DO RIO
Elder Vieira6 de maio de 2002I – ESTADO DE SÍTIO Aterrado, cruzo o Flamengo. Bruscas são suas árvores e seu chão artificializado. Ásperos são seus ventos por sobre as águas amedrontadas. Salto a avenida. Rompe do asfalto o cheiro de urina que infesta esses ares e congestiona nossas narinas. O Rio se beligera. Morros demais sitiam a cidade iluminada por […]
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A Classe operaria e seus signos (final)
ASérgio Barroso*1 de maio de 2002Recorrente em inúmeras passagens do Manifesto, a designação de classe dos proletários como sendo a classe dos operários modernos, da grande indústria, decorre da concepção marxista – ou da teoria de Marx e Engels – da sua emergência na gênese, constituição e dinâmica do modo de produção capitalista. Com efeito, a configuração da classe operária […]
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