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Entre-estações
Elder Vieira24 de maio de 2002O sol não sabe se fica ou se vai embora. Nesta indefinição, não sabemos que fazer: se vestir manga comprida, ou manga curta; se calçar sandália, ou sapato; se sair de guarda-chuva ou sem. Por outro lado, não consigo me decidir: se te amo muito, ou se te amo demais; se a saudade é […]
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Correspondências
Elder Vieira16 de maio de 2002O século aqui chegou todo molhado de chuva. E permaneceu assim encharcado até que eu me resolvesse a retornar para S. Paulo. Aí ele amanheceu e despachou a chuva comigo nas asas de um avião. Cheguei dia 7, cansado já de ter chegado e morrendo de saudades de minhas saudades, que lá ficaram e […]
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Manhãs brasileiras
Elder Vieira13 de maio de 2002A escuridão nos apavora e o medo, severo, no resigna. despertamos de olhos fechados para o tempo, protestando contra a luz, ingerimos nossos pães e nossos sonhos sem ao menos considerá-los e nos transladamos para o mundo, pela porta. Mas a manhã insiste: cospe em nossas caras o frio e a fumaça e no ônibus […]
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