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Tempos modernos
24 de abril de 2004Ele entrou no ônibus, pagou a passagem para o cobrador e ao passar a catraca deu uma panorâmica a procura de um bom local para sentar-se. Refletiu um pouco e sentou-se ao lado de uma destas universitárias com pele de pêssego e coxas provocantes. – Eu sei que vai parecer a cantada mais […]
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Poema refletido na praia
23 de abril de 2004Esquece a areia. Escolhe um rochedo tão duro quanto a vida e nele constrói teu castelo de pedras. Contra elas, nem o mar e nem o vento. Só as ininterruptas areias do tempo as podem desgastar.
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Greve
22 de abril de 2004Nas máquinas, o silêncio. Nas mãos, o silêncio. Sem boca, de talos cruzados sobre peitos cálidos de vapores, brota uma flor suspensa no rubro cair da tarde, na grave greve dos braços. As máquinas param. As mãos param. Todas as mãos. – Não por trinta dinheiros. Não por cinco desejos. No crepúsculo de um céu […]
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